domingo, 18 de março de 2012

Uma escola comunitária

Durante muito tempo eu “idealizei” uma escola comunitária que pudesse alcançar ao aluno, aquilo que a escola regular não consegue, ora por culpa de seus professores despreparados ou indiferentes a formação dos alunos, ora por culpa das atuais políticas de ensino que visam apenas os “números” ou ainda pior, por culpa das políticas de inclusão que mais segregam do que incluem.
Depois de muito Brainstorming cheguei ao esboço do um “PPP” da escola, durante as discussões uma preocupação  minha era definir onde a escola seria criada. De saída descartei Santa Maria, fiquei dividido ainda entre Júlio de Castilhos e Santiago, no fim de 2010 decidi que a escola seria em Júlio de Castilhos.
Essa escola não era uma escola convencional onde o aluno frequenta regularmente de uma série “inicial” a uma serie “final”, mas sim para onde ele vem para receber auxilio em pequenos grupos para superar as deficiências deixadas pela sua escola regular.
Para isso contava com o comprometimento de um grupo de profissionais do “mais alto gabarito”, das diversas áreas do saber,- alguns de fora do estado - TODOS envolvidos com o ensino,- e também com a pesquisa e extensão. Todos dispostos a prestar um serviço voluntário e altruísta, inclusive sem receber diárias ou qualquer outro tipo de auxilio.
Além das disciplinas do currículo “básico” seriam ofertadas aulas de música, marcenaria, carpintaria, eletrônica, luthieria, informática e horticultura. Ciente dos quatro pilares da educação, os objetivos da escola eram permitir que o aluno conseguisse concorrer com as mesmas chances que os alunos “formados” em “boas” escolas e cursinhos, a uma boa classificação em processos seletivos, ou uma colocação direta no mercado de trabalho. E acima de tudo, formar o tão esperado cidadão crítico e atuante, formação essa que a meu ver é dever primordial da família, que joga a responsabilidade sobre a escola, que por sua vez ignora. Fora o atendimento ao aluno, seriam prestados serviços de conscientização com relação a importância da educação e apoio psicológico aos pais dos alunos.
A opção por instalar a escola em Júlio de Castilhos se deu por diferentes motivos, mas o principal foi pelo fato de aqui já existir a marcenaria onde algumas das aulas práticas seriam ministradas, e também por existir o espaço físico para construção de algumas salas de aula, e para as aulas de horticultura.
A escola seria comunitária, erguida e subsidiada com recursos próprios, não seria então do município, nem do prefeito, nem do vereador, mas sim de toda a sociedade que necessitasse dos seus serviços e a ela auxiliasse.
Apesar do incentivo e de ter contado com a colaboração intelectual de muitos amigos, foi um trabalho solitário de quase dois anos que agora desmotivado pela hipocrisia e demagogia do ser humano deixo de lado. Agradeço ao incentivo e a colaboração de todos que de uma forma ou outra participaram no processo de elaboração desse projeto, e também àqueles de se dispuseram a participar ativamente na execução.

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