segunda-feira, 2 de abril de 2012

iorana

A ilha de Páscoa - daqui para frente vou chamar apenas de ilha - abriga uma população com uma memória cultural cheia de catástrofes, uma sociedade que aos poucos se viu segregada em castas, e lutando entre si pela sobrevivência do seu grupo e de suas crenças. O egoísmo e a alienação levaram o povo a miséria e a fome, chegando ao ponto de atos de canibalismo disfarçados em ritos religiosos.
A ilha faz parte da Polinésia oriental e está localizada no sul do Oceano Pacífico. É o local mais remoto da terra situado a 3.700 km de distância da costa oeste do Chile. Sua capital Hanga Roa é sede do aeroporto internacional Mataveri - que teve sua reforma e expansão custeada pela NASA.
O termo Rapa Nui, "ilha grande" define o idioma local, o nativo e também da nome a ilha, que também é conhecida por outros nomes tais com Te pito o te henúa "umbigo do mundo" e Mata ki te Rangi "olhos fixados no céu".
Os nativos, representados por  xxx pessoas (tenho que investigar melhor porque esse número não ficou claro para mim) - o restante da população +/- 4mil,  veio do continente - são reservados e bastante discretos, porém muito gentís quando abordados. Os mais velhos sempre tem uma história/lenda "dos tempos" para contar, as mulheres de beleza singular em grande maioria participam de grupos que resgatam sua cultura e costumes e frequentemente se apresentam na ilha.
Geologicamente existem indícios - levantados pelo antropólogo Thor Heyerdahl - de que a ilha já era habitada por volta do ano 380DC, diferente do mostrado nos livros de história.
O mesmo Thor montou uma expedição que chamou de Expedição Kon-Tiki para tentar provar que as ilhas da Polinésia podem ter sido povoadas pela América do Sul e não pela Indonésia. Na companhia de cinco tripulantes ele zarpou de Callao e em 101 dias chegou ao atol de Raroia no arquipélago das Ilhas Tuamotu, assim ele provou que os antigos americanos podem ter povoado ilhas da Polinésia. Essa história está no livro A Expedição Kon-Tiki que foi traduzido e vendido no Brasil.

Por parte dos nativos existe uma grande xenofobia aos continentais Chilenos, eles querem que a ilha seja um país independente. 


Triste é perceber que a igreja católica também andou por aqui fazendo os seus estragos - não vamos confundir a religião com a igreja.


Hoje bati perna pela ilha, percorri uns 9km com a mochila nas costas e com um calor do cão - deixei o Sul logo agora que o friositio macanudo está chegando -, conversei com um monte de gente, mas tenho que encontrar ainda o Mokomae, - tatuador da ilha - já nos "falamos" por email e agora tenho que ir lá para acertar os detalhes.
Me dei bem com a minha tatuagem moari do ombro esquerdo, já que a cultura Rapa Nui descende da cultura Polinésia. Além do mais o anjo tatuado no braço direito, "pode" fazer alusão ao "homem pássaro" da cultura Rapa Nui - daqui uns dias vou ter que falar de Jung!

Estou cansado, mas louco por um churrasco..., vou dormir um pouco e depois vou dar um pulo no "pub" que tem aqui perto e ver o que o pessoal anda aprontando por lá, quem sabe consigo programar um churrasco bem gaúcho para amanhã à noite!



Tocando no Walkman:
PS:
Na chegada, ainda no avião, quando olhei para ilha senti um clima meio que Ilha Misteriosa, se não fosse a aridez do local eu poderia dizer que  Júlio Verne  se inspirou aqui!

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