quarta-feira, 4 de abril de 2012

Tangata Manu


Um breve resumo sobre a competição do homem pássaro.

Durante o 2° período da ilha - esse perído compreende uma fase de crises, onde a população  que chegou a 15 mil indivíduos, estava dividida em castas e lutava entre si pelo controle da ilha, nesse período começou a derrubada dos Moai e também o abandono de seus costumes, e o centro do poder político/religioso mudou-se para a aldeia cerimonial de Orongo.
Um jovem guerreiro – matatoa - era selecionado em cada uma das castas/clãs para competir pelo ovo da gaivota manutara - havia a crença de que Hotu Matu'a era quem enviava as gaivotas para a ilha - em uma cerimônia anual chamada Tangata Manu - homem-pássaro.
A competição compreendia sair de Orongo, descer de o penhasco de 300 metros de altura, nadar até a ilhota em frente - aproximadamente 500m -, enfrentar os tubarões, apanhar um ovo no ninho da gaivota e nadar de volta à ilha com o ovo intacto.
O vencedor recebia o título de Tangata Manu e seria o representante do Deus Make-Make e o novo rei durante o proximo ano - ou o rei atual de seu clã podia manter-se no poder - e assim obtinha privilégios para todo o seu grupo. O vencedor ainda ganhava 3 virgens "brancas", as mulheres escolhidas deviam ser cultas - conhecer a historia do seu povo - e para ficarem brancas ficavam presas em uma caverna por períodos que se estendiam por mais de um mês!

O mapa está com a indicação de alguns locais errada, depois vou corrigir e entrar com as coordenadas geográficas de cada um.

O legal é que a última cerimônia ocorreu no ano de 1876, depois disso o ritual foi proibido pelos missionários católicos!
Tocando no Walkman:

2 comentários:

  1. Que interressante! Quando tu comentou anteriormente imaginei que estaria relacionado a poder político-religioso, devido a outros relatos que já li na área de Antropologia. Acho incrível que uma competição que aos olhos do visitante possa parecer apenas um acontecimento cultural sem grandes repercurções, que tenha sido transmitido de geração à geração, algo típico da comunidade local com finalidade de lazer mesmo ao ser visto ou analisado no contexto local, sob o olhar êmico possa transmitir toda essa riqueza de informações, estando relacionado com a própria estrutura político-social da comunidade...isso tudo é muito lindo! Teu olhar não é de turista Luciano, me sinto aqui como se estivesse acompanhando uma pesquisa de campo...

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    Respostas
    1. Oi Sandra,

      Eu não tenho olhar de turista, porque não tenho espírito de turista.
      Conheci um pedacinho da ilha, para conhecer tudo e do jeito como gostaria, seria necessário ficar uns 3 meses aqui.
      Deixei de lado os locais mais comuns e que estão nas rotas dos turistas - gostaria de ter ido aos sítios arqueológicos onde estão sendo feitos estudos, porém esses são fechados ao público e eu precisaria de mais um tempo para me entrosar com o pessoal de lá.
      Outros locais que acho interessantes, também são fechados, inclusive para a população local, pois são sagrados.
      Procurei conversar com o pessoal nativo da ilha - não os chilenos vindos para cá -, quis saber qual a visão que eles tem - sobre tudo, inclusive do exterior - e como pensam e se sentem com relação a sua história, sua cultura...

      Hoje cedo na agencia dos correios eu presenciei um discurso inflamado de um nativo Rapa Nui - comento depois em algum post.
      Em resumo, vim para cá não passeio, mas para conhecer um local que sempre me intrigou, de forma diferente daquela mostrada no TV e nos livros. O pouquinho que eu descobri já é bem mais do que li e um pouco diferente do que eu sabia!

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Olá

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Obrigado
L.S.T.

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