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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Além da Sobrevivência: será que isso um dia irá passar?

Foto: REUTERS/Diego Vara
Eventualmente, somos surpreendidos com notícias de tragédias naturais. Muitas famílias perdem tudo o que tinham; vidas humanas e animais são tragicamente ceifadas. Em meio a essa calamidade, muitas pessoas se dedicam a operações de resgate, doações e acolhimento dos desabrigados. Como conforto, as vezes se diz "pelo menos estão vivos" ou "vão-se os anéis, mas ficam os dedos", como diz o ditado.

No entanto, essa frase, embora bem-intencionada, muitas vezes desconsidera a profundidade das perdas enfrentadas. Aquela casa inundada ou levada pelas águas não é apenas um edifício; representa uma vida inteira de trabalho árduo. Cada móvel, cada eletrodoméstico, cada pequeno bem acumulado ao longo dos anos é um sonho realizado e carrega uma história com um valor sentimental imenso.

Não se trata de materialismo, mas de reconhecimento do esforço e da dedicação de cada indivíduo para construir seu lar. Perder tudo isso em questão de horas é devastador. Nessa hora, dizer "pelo menos você está vivo" não conforta, pois ignora o impacto emocional dessas perdas. A casa, o carro, os móveis, a TV – cada um desses itens pode ser um sonho de vida, um símbolo de realizações e sacrifícios.

É importante que, enquanto oferecemos nosso apoio e solidariedade, reconheçamos também a profundidade dessas perdas. Devemos lembrar que a reconstrução não é apenas física, mas também emocional. A verdadeira empatia está em reconhecer e validar a dor de quem perdeu tudo, entendendo que a sobrevivência é apenas o primeiro passo de um longo e difícil caminho de recuperação.


Tocando no Walkman:

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Natal 2012


Com o Natal se aproximado, no fim de semana que passou, eu tratei de escrever a minha cartinha para o Papai Noel. Ela ficou mais ou menos assim:


Querido Papai Noel como eu me comportei bem durante o ano todo eu gostaria que nesse Natal o senhor:

Devolvesse o verdadeiro significado da palavra família, que para todos ela tenha o mesmo significado que tinha quando eu ainda era criança;
Traga de volta o respeito dos pais para com os filhos;
Traga de volta o respeito dos filhos para com os pais;
Traga “vergonha na cara” para o ministério da educação, que ele deixe de ser demagogo e passe a exigir que a escola cumpra, ao menos ensinar o sujeito a ler e escrever;
Sensibilize as universidades para que elas formem mais pedagogos e menos demagogos e hipócritas;
Traga um frasco de Sadol ou Biotônico Fontoura para não termos mais “memória curta”;
Nos ajude a deixar um pouco de lado o futebol e nos interessar por política e nos ensine a votar (o senhor pode incluir aqui também mais um frasco de Sadol);
Considere o que Nietz disse -“ ... a moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade ...” - e abra espaço na sociedade para os valores éticos e morais já esquecidos;
Traga uma nova perspectiva que rompa com o silêncio dos justos;
Promova nossos alunos a estudantes;
Nos conscientize, para que a aprovação e o avanço de série seja uma recompensa à competência e a perseverança do estudante, e não mais um incentivo a mediocridade;
Traga a cura para as personalidades voláteis;
Faça com que as pessoas entendam que a vida não é uma empresa, então o objetivo não é lucrar financeiramente;
Nos traga coragem e humildade para nos despirmos de nossas vaidades, permitindo assim que aceitemos nossa ignorância, nossa incapacidade e impotência em determinados momentos;
Nos ensine a distinguir entre igreja, religião e religiosidade;
Nos ajude a aceitar que existe algo acima de nós e o que muda, na crença de cada um, é apenas um nome, que o tempo e as culturas se encarregaram de atribuir;
Faça com que etnocentrismo exista apenas no passado das civilizações;
Ajude para que não banalizemos mais os sentimentos e as relações;
Me traga uma máquina fotográfica nova, talvez uma Canon EOS 1Dx.

Tocando no Walkman:


domingo, 11 de novembro de 2012

O fim dos tempos se aproxima?

Nessa nova “estação” de séries televisivas o que tem me chamado atenção é o alto grau de violência. The Walking Dead, já no primeiro episódio da terceira temporada apresenta um festival de tiros e mostra Carl, um menino, que se transformou  num exímio abatedor de zumbis, e um Rick, antes angustiado, agora sorridente a cada disparo e que após a aparente morte de Lori é tomado por sua ira.

Em Fringe vemos um Peter que, após perder sua filha Etta Bishop pela segunda vez, passa a disparar deliberadamente contra os observadores e a matar com as próprias mãos, e Walter Bishop que, à medida que tem seu cérebro “reconstruído” e retoma a sobriedade, volta as suas raízes inescrupulosas e a apatia.

E Sons Of Anarchy já vinha desde a temporada anterior carregado de agressividade e nessa segue no mesmo rumo com muita pancadaria, tiroteios e o mortes.
Fico com a impressão de que tentando acabar com a beleza e normalizar o feio, o bandido é humanizado e passa a ser admirado. Nunca aquele expressão "é bonito ser feio" foi tão assertiva, seria tudo isso um presságio do fim dos tempos? Afinal de contas o dezembro de 2012 já está ai!

É difícil não odiar pessoas, coisas e instituições quando elas quebram o seu espírito e têm prazer em te ver “sangrar”. Nessas horas o ódio é o único sentimento que faz sentido, mas eu sei o que o ódio faz com um homem, ele o afasta, o transforma em algo que ele não é. Algo ele que prometeu a si mesmo que nunca seria.
Isso é o que preciso te dizer para que saiba o quanto tento não cavar sob o peso de todas as coisas terríveis que sinto em meu coração.
Às vezes, a minha vida parece um ato de equilíbrio "mortal", pendendo para o lado contrário ao que eu deveria fazer. Reações impulsivas levando a soluções que estão a milhas do meu pensamento.
Quando olho o meu dia, percebo que a maior parte dele foi gasta pra limpar os estragos do dia anterior. Nessa vida eu não tenho futuro, tudo que tenho é distração e remorso. 

Três dias atrás eu enterrei meu melhor amigo, e o clichê disso tudo é que enterrei uma parte de mim junto, uma parte que eu pouco conhecia, uma parte que nunca verei de novo.
Todo dia é uma nova caixa, você abre ela e vê que você está lá dentro. Você é quem determina se isso é um "presente" ou um "caixão".
Jackson Nathaniel (Jax Teller - SAMCRO)


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sábado, 14 de julho de 2012

As perdas na vida

Hoje curtindo o friozinho às 6h madrugada  ainda decidindo se saia da cama ou se "morgava" mais um pouquinho, comecei a fazer um balanço e percebi o quanto perdemos nas nossas vidas.
Quase que diariamente se não somos nós é alguém próximo da gente que sofre uma perda, e essa perda pode ser algum ente querido que parte, um amigo com quem nos decepcionamos ou um amor que se acaba. 

As vezes é difícil aceitar a perda de um ente querido, mas precisamos pesar o quanto seríamos egoístas desejando que a pessoa que partiu estivesse para sempre ao nosso lado, e se essa pessoa já estava velhinha ou doente e totalmente dependente, seria justo para ela viver assim? E quando a pessoa parte tinha "toda vida pela frente", o que pensar? Em qualquer um dos casos, a mim conforta a ideia de que quem partiu, partiu para um lugar melhor e está bem.

Também existe outros tipos de perda, um amigo que estimávamos de uma hora para outra se revela uma pessoa antiética e amoral e percebemos que todo aquele sentimento de amizade que depositamos era unilateral, que o sentimento do outro lado era apenas por conveniência ou interesse, aí nos sentimos arrasados e traídos, mas fazer o que nessas horas? O melhor talvez seja deixar passar e considerando os fatos aprender a observar melhor, assim aos poucos vamos selecionando nossas amizades. Continuo a acreditar que mais vale poucos amigos de alto quilate do que centenas de "amigos".

E os casais quando o amor acaba? Quando caba acabou! Porém o respeito e a dignidade não podem acabar, não acredito que exista "aventura" que valha a pena viver e correr o risco de perder a confiança que alguém depositou na gente, ou pior ainda ferir moralmente esse alguém, principalmente se alguém for a pessoa que te ama. Ninguém tem obrigação de amar ninguém, nem tanto de permanecer junto de alguém contra a sua vontade, porém temos todos a obrigação moral de respeitar o outro.

A verdade é que de uma forma ou de outra a "dor da perda" é um sentimento que mais cedo ou mais tarde assolará a todos nós, precisamos aprender a lidar com ela, e haverá casos em que essa dor não passará, por vezes com o passar do tempo nós nos acostumamos a viver sem aquela pessoa ao nosso lado. A lembrança do pai que partiu, da mãe e do irmão, do tio e do amigo que não estão mais com a gente, vai sempre nos acompanhar em forma de saudade. E haverão dias que tu irá acordar pensando nessa pessoa, sairá para trabalhar e pensará o dia todo nela, quando voltar para casa ainda estará pensando e dormirá pensando nela! Não se angustie e aproveite esse sentimento de saudade para relembrar com carinho da pessoa amada que não está mais próxima de ti. As vezes ajuda a superar essa saudade pensar que eles estão nos vendo, e quem sabe um dia, como afirma Sylvia Browne, nós nos reencontraremos como já fizemos inúmeras vezes e apenas não temos lembramos agora.
Não adianta também carregar o desejo de voltar no tempo e pensar "ah se eu tivesse tido mais um dia..., se eu tivesse ou não tivesse dito ou feito isso ou aquilo", mesmo que tivéssemos uma vida inteira para viver novamente e fazer algumas coisas de forma diferente, com certeza existiria outras coisas que no fim teríamos vontade de mudar!

E o amigo que nos "apunhalou pelas cotas"? Temos que concordar que não precisamos de amigos assim, deixe de lado e aprenda a identificar pelo discurso e mais ainda pelos atos as pessoas nas quais você pode confiar.
O namorado ou namorada que nos "deu um balão", se terminou é porque o sentimento não existia mais, sigamos em frente cuidando da vida. E se terminou porque a pessoa não soube te respeitar, é sinal de que essa pessoa era "pouco" para você, esqueça dela e uma hora você encontrará alguém que valha a pena.

Em tudo isso são importantes os valores de família, os pais cuidam dos filhos, depois o papel se inverte. Os pais ensinando valores éticos e morais aos filhos. Muito disso se perdeu na "sociedade moderna", que não conhece mais esses valores e é permeada em todos os âmbitos por um comportamento de promiscuidade agora considerado "natural". Os pais também não preservam mais os filhos; achado não é roubado e o que importa sou eu e eles que se danem.

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